quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pr. Humberto Magalhães - Associação Espirito Santensse


BIOGRAFIA MINISTERIAL
Paranaense, filho de Isaaques Magalhães e Conceição Gusmão Magalhães, Humberto da Silva Magalhães conheceu a mensagem Bíblica aos 16 anos, e foi batizado aos 17 anos de idade.

Casado com Magda Menezes Magalhães, concluiu a faculdade de Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo, Unasp-EC, em 2000.

Trabalhou na Associação Sul Riograndense, ASR, nos distritos de Sant’Ana do Livramento (2001 – 2002), Bento Gonçalves (2003 – 2004). Depois foi chamado para trabalhar na Missão Ocidental Sul Riograndense, Mosr, no Ministério Jovem, Evangelismo e Missão Global (2005 – 2007). Em 2008 recebeu o convite para trabalhar na Associação Sul Paranaense, ASP, no departamento de Evangelismo (2008 – 2009).

Seu maior desejo é ser um pastor segundo o coração de Deus e trabalhar como João Batista, que preparou o caminho da primeira vinda do Messias, que é ajudar na preparação do caminho da segunda volta do Senhor Jesus Cristo.


Qual a mensagem, subjetiva e objetiva, para uma sociedade secularizada, pragmática e relativista que posso dar.

“...façamos o homem a Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança.” Gê 1.26 A expressão “façamos” e “semelhança” tem sido objeto de estudos e controvérsias de inúmeros teólogos e filósofos ao longo da história. Segundo o Dr. Reinaldo Siqueira a sua etimologia, é expressa numa linguagem simples, significando “a sombra de” ou “a cara do papai” [1], A expressão “imagem” no hebraico refere-se a imagem mental, moral e espiritual de Deus [2] e ao criar o homem e a mulher, o autor do livro de Gênesis, usa um verbo para criar o homem “um criar a marretadas, rústico, e pesado” e o outro para criar a mulher ‘um criar a pinceladas, artístico, belo e delicado”[3]. Ao criar o ser humano, Deus o fez da “mais alta categoria”[4], e não um produto de uma evolução. Deus o formou com a Suas próprias mãos, projetou, deu inteligência, beleza, uma soma de pó da terra + fôlego de vida o “o homem passou a ser alma vivente” Gê. 2.7. veio a ser um ser vivente, dotado de livre arbítrio, uma personalidade auto-consciente.[5] É uma “unidade substancial” e não um “aglomerado de coisas”, mas “uma unidade complexa.”[6] “O homem foi originalmente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era perfeito, e estava em harmonia com Deus.”[7]

A diferença entre “imagem” e “semelhança” foi iniciada com o bispo de Lyons, Irineu, que segundo ele, a imagem era o elemento racional e a livre vontade inerente à humanidade. A semelhança era para ele um dom agregado como uma experiência; era o dom da justiça, da virtude que o homem poderia ter pela obediência ou perder pela desobediência.[8] Philo de Alexandria afirmava que na forma física não da para assemelhar o homem a Deus. A imagem divina estava localizada na alma e refletida na estrutura física do homem.[9]
Com a desobediência entrou o pecado, e como resultado a degradação humana passou a ser uma dura realidade. O próprio Calvino afirma que após a queda, o homem separou-se de Deus, tornou-se estúpido e o compara com os animais irracionais; tornou-se um ser carnal, e como resultado a imagem de Deus está obliterada, obscurecida após o pecado.[10] Ele também destaca a imagem de Deus estando ligada a justiça divina.[11] Alguns teólogos escolásticos entendiam que na queda, o homem perdeu a semelhança, mas não a imagem.[12] E Lutero defendia que as atitudes morais era uma demonstração de restauração, pois “o homem perdeu a imagem divina após a queda.”[13]Alguns teólogos defendem “a imagem moral de Deus na humanidade. Não se trata de moralismos baseados no cumprimento da lei, mas na inclinação para a obediência e seguimento ao sopro do Criador.”[14] “Um dogma central no cristianismo é a fé em um Deus que se revela. Mas, como Deus se revela? Como Ele toma a iniciativa de mostrar ao ser humano que nele está o sentido absoluto da vida? Deus, ao criar, não cria outros deuses, mesmo tendo criado o ser humano (homem e mulher) à sua imagem e semelhança.”[15]
Independentemente dos pensadores, teólogos e filósofos o que testemunhamos é que “o homem é uma realidade extremamente complexa. Isso é verdade, antes de tudo, na ordem das ações. Ele exerce atividades de todo gênero: conhece, estuda, escreve, fala, trabalha, joga, reza, ama, sofre diverte-se, come, bebe, etc.”[16] Mesmo depois do pecado, por meio de Cristo Jesus, Deus oferece ao ser humano a restauração de Sua imagem, “por infinito amor e misericórdia foi concebido o plano da salvação, concedendo-se um tempo de graça. Restaurar no homem a imagem de seu Autor, levá-lo de novo à perfeição em que fora criado, promover o desenvolvimento do corpo, espírito e alma para que se pudesse realizar o propósito divino da sua criação - tal deveria ser a obra da redenção.”[17] Portanto o ser humano possui os atributos de Deus – verdade, sabedoria, amor, santidade e justiça passam a ser atributos dos salvos.[18] O homem foi feito a imagem e semelhança de Deus. Penso que essa imagem, quando antes da queda, iria se desenvolver dia após dia enquanto o homem se mantivesse em perfeita ligação com o Seu Criador. Contudo, infelizmente, isso não aconteceu em razão do desligamento do homem com a fonte inesgotável de vida, do Verbo que se fez carne e habitou entre nós.
Tendo em mente apenas uma visão espiritual da situação, já identificamos logo no inicio da história, e vida dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, perdas relacionais, entre o homem e Deus e entre o homem e o seu semelhante. A queda ofuscou a espiritual imagem de Deus na humanidade, mas não para sempre, e nem por muito tempo. O primeiro casal algum tempo após sua rebelião, foi rapidamente agraciado com a informação do maravilhoso plano, através do qual o homem pode novamente possuir a imagem do Pai e em união ininterrupta com Ele, testemunhar, desfrutar o desenvolvimento continuo dessa imagem.
Todos nós de forma concreta possuímos a imagem de Deus. Esse toque especial nos tornou preciosos aos Seus olhos e diante do universo; independentemente de quem somos ou do que pensamos. Fomos feitos a imagem de nosso Criador. Fomos criados seres pensantes, com a capacidade de ir e vir nesse particular. Deus nos fez para nos relacionar, para nos comunicar, tendo como base para isso a humildade, segundo ensinou em sala o professor Giuseppe Carbone. Esse também é um aspecto da imagem de Deus no homem. Sua capacidade de pensar, comunicar-se e escolher, reflete a Trindade, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo se relacionam entre Si. “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” Gê. 1.26. As três pessoas da divindade se comunicam, são pensantes, tem vontade, assim fizeram o homem à Sua “imagem e semelhança.” Quando levamos em consideração apenas a imagem de Deus no homem como algo imaterial tal como os aspectos morais e éticos, corroboro com o que disse acima, todos os homens são hoje de forma concreta a imagem de Deus; mas quando pensamos em imagem e semelhança no sentido de caráter, a humanidade necessita de um novo nascimento sobre o qual falou Jesus a Nicodemos, pois todos “estávamos mortos”, como escreveu Paulo
.
Falando em termos espirituais, para o homem tornar-se a imagem de Deus precisa “negar-se a si mesmo” e tomar “a sua cruz”. Seu “eu” precisa ser crucificado, o ser, esvaziado; para que a graça de Deus crie na alma o “novo homem”. O “homem interior”. Certa vez o Senhor Jesus disse: “se alguém me ama, guardará a minha palavra, e Eu e Meu Pai viremos e faremos nele morada” Jo 14.23. Novamente vemos que espiritualmente o homem só tem de volta a imagem de Deus quando a divindade pode ocupar outra vez o seu espaço no coração humano. Contudo entre os homens, Jesus, nascido entre nós, é chamado a “imagem de Deus” II Co. 4.4. “Ele é a imagem ideal e ao mesmo tempo “é o esplendor da Sua (do Pai) glória e a expressão exata do Seu Ser” (Heb. 1.3).”[19]
Como vimos, encontramos na humanidade a imagem e semelhança de Deus no seu sentido plenificado em: No relato da criação e na Palavra encarnada – Cristo Jesus. Por ser a sociedade do século XXI secularizada, pragmática e relativista, dificilmente ela olhará para a Bíblia e para o Cristo com o mesmo prisma em que cremos e olhamos. Por essa razão, o cristão do século XXI que está sendo moldado a imagem e semelhança do Pai, tem a missão de alcançar essa sociedade no contexto do evangelho, através de um relacionamento amoroso que reflita a imagem divina. Em João 13. 34-35 lemos: “Um novo mandamento Lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como Eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são Meus discípulos, se vocês amarem uns aos outros.”
Esse amor sobre o qual Jesus falou, era algo totalmente novo tanto para a sociedade de Sua época como para a sociedade do século XXI. Assim como esse amor foi aplicado, vivido, desfrutado pela igreja do primeiro século e como resultado milhares de pessoas entregaram as suas vidas para o Senhor Jesus, também no presente século, havendo um reavivamento desse mesmo amor, o mesmo ocorrerá.
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[1] Siqueira, Reinaldo, Anotações de Sala de Aula. Livros Históricos. ((Engenheiro Coelho: Unasp, 2000). [2] Wolff, Hans Walter, Antropologia do Antigo Testamento (São Paulo: Editora Hagnos, 2008), 246. [3] Aguilar, Ruben, Anotações de Sala de Aula. Arqueologia. (Engenheiro Coelho: Unasp, 2000). [4] Brunner, Emil. Man in revolt: a Christian Anthropology. (Philadelphia – EUA: The Westminster Press), 81. [5] NICHOL, Francis D., Ed. Comentário bíblico adventista del septimo dia, Tomo I, Publicações Interamericanas, Mountain View, Ca, 1978, 228. [6] Rahner,Karl, A Antropologia: Problema Teológico. (São Paulo, SP: Editora Herder, 1968), 16. [7] White, Ellen, Caminho a Cristo. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990), 17. [8] Apostila da Biblioteca Universitária do UNASP, La imagem de Dios. (Código:233, n 889). [9] HUGGES, Philip Edgcumbe.the true image – he originand destiny of man christ. Grand Rapids – MI: William B. Eerdmans Publishing Company, 1988, 10. [10] MONDIN, Batista. Antropologia teológica – história, problemas e perspectivas. 3ª ed. São Paulo – SP: Edições Paulinas, 1986, 66. [11] Calvino, João, Efésios, São Paulo, Paralelos, 1998, (Fe 4.24) 142. [12] UNASP, La imagem de Dios. (Código:233, n 889). [13] CHAMPLIN, Russel N. O antigo testamento interpretado versículo por versículo. 2ª ed. São Paulo – SP: Editora Hagnos, 2001, 17. [14] Teológica, Revista Caminhando, v.13, n. 21. (Santo André, SP. 2008), 60. [15] Carias, Celso Pinto, O Humano Integrado. (Petrópolis: Editora Vozes, 2007), 73. [16] Rampazzo, Lino, Antropologia, religiões e valores cristãos. (São Paulo: Edições Loyola, 2004), 33. [17] White, Educação. (Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2003),15, 16. [18] Ladaria, Luis F., Introdução a Antropologia Teológica (São Paulo: Editora Loyola, 1998), 51. [19] A imagem de Deus em Gênesis 1:26-27 traduzida pelo professor Carbone de Ekkehardt Mueller, 1-2.

Um comentário:

  1. Boa Tarde!

    Pastor Humberto é um prazer poder conversar com o senhor.
    Se lembra de mim? Sou o Caio Luan de São Borja RS.
    Amigo quanto tempo, héin?
    voltei para a Igreja Adventista, porque sei que aqui é o meu lugar, obviamente não só meu, mais de todos aqueles que querem ter o prazer de conhecer e trabalhar para Cristo.
    Estou com muitas saudades, quando vem para o RS?
    Meus contatos são: MSN - caio.marim@hotmail.com / Telefone Celular: 55 91916260
    Abraços e espero que ainda possamos nos encontrar nas quebradas da vida.

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